Capacitar e facilitar a inserção no mercado de trabalho de jovens que vivem em casas de abrigo e aguardam processo de adoção. Este é o objetivo do Projeto Alepe Acolhe, que promoveu, nesta segunda, o seminário de acolhimento dos participantes da 3ª edição. Desenvolvida pelo Legislativo pernambucano em parceria com o Tribunal de Justiça, a iniciativa já beneficiou 28 jovens e, agora, irá contemplar outros 20.
A capacitação ocorrerá por meio de um estágio remunerado – bolsa de seiscentos reais – com início previsto para o dia 1º de junho, e terá duração de seis meses, renováveis por mais seis. Durante este período, os jovens conhecerão o funcionamento do Legislativo Estadual e ainda vão ter aulas de português e informática. A nova turma vai atender jovens registrados em entidades cadastradas pelo TJPE que abrigam crianças e adolescentes com histórico de abandono, orfandade ou perda do poder familiar por decisão judicial.
A gestora do projeto, Cristiane Alves, explicou que os selecionados vão atuar de acordo com os perfis de interesse, identificados a partir de uma dinâmica. “A partir de primeiro de junho, eles vêm aqui pra Casa e a gente inicia essa dinâmica que pede para que eles escrevam uma cartinha aqui pra Assembleia dizendo como eles se vêm e o que eles querem ser no futuro, e como é que eles se veem aqui. E, de acordo com o perfil identificado através dessa cartinha, a gente faz a lotação dos setores aqui da Casa”.
Em 2019, durante a primeira edição, o Projeto Alepe Acolhe recebeu o prêmio de “Melhor Projeto Social” na 23ª Conferência da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais, Unale, realizada em Salvador. O desafio dos organizadores, agora, é fazer com que a parceria entre Assembleia e TJPE sirva de modelo para que outros poderes e instituições possam replicá-lo, ampliando as oportunidades de trabalho para jovens que se encontram em casas de acolhimento.
O presidente do TJPE, desembargador Luiz Carlos Figueirêdo, destacou os efeitos de longo prazo da iniciativa: “O trabalho conjunto da Alepe e do TJPE, através da coordenação da Infância e da Juventude, tem frutificado. Nós sabemos que poderá frutificar mais e melhorar. Acima de tudo é um exemplo, um modelo pra que outros organismos do setor público e da iniciativa privada possam participar da formação dessa cidadania”.
O presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto, do PSDB, considerou o Alepe Acolhe um projeto transformador, e que deve ser fortalecido. “O intuito da gente é ampliar esse projeto. Se Deus quiser a gente vai conseguir ampliar, pegar parcerias com outros Poderes para tornar isso uma coisa com mais facilidade para esses jovens”.
O mesmo tom do presidente foi usado pelo primeiro-secretário da Casa, deputado Gustavo Gouveia, do Solidariedade, que inclusive ressaltou a sintonia da Mesa Diretora para garantir o andamento e a ampliação de bons projetos na Casa. “O Alepe Acolhe é um dos projetos que a gente vem olhando com muito carinho para que a gente possa ampliar e dar mais, trazer mais a população pra próximo da Assembleia, pra que a gente possa mostrar toda essa parte social que a Assembleia Legislativa também vem fazendo pelo estado de Pernambuco”.
A secretária estadual de Desenvolvimento Social, Carolina Cabral, parabenizou a Alepe e o TJPE pela iniciativa e registrou o compromisso do Poder Executivo em construir projetos semelhantes. Também participaram do lançamento a juíza Hélia Viegas, coordenadora da Infância e Juventude do TJPE, a e os deputados Dani Portela, do PSOL, Débora Almeida, do PSDB, João de Nadegi, do PV, Rodrigo Novaes, do PSB, o deputado federal Augusto Coutinho, do Republicanos, e gestores de todos os setores do Legislativo.
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